terça-feira, 22 de julho de 2008

Identificando a qualidade de CDs e DVDs (continuação)

Marcas de CDs e DVDs virgens existem aos montes, mas todas elas são fabricadas por um número limitado de empresas. Na prática, a mesma fábrica acaba fornecendo o mesmo material para grifes como HP, 3M, TDK, Maxwell, etc. Portanto, não é correto supor um determinado padrão de qualidade apenas pela informação do rótulo.

A "x" da questão é descobrir onde o disco foi fabricado. Algumas marcas como Sony, por exemplo, trabalham com mais de um fornecedor. Em alguns casos, o material que segue para o consumidor americano ou europeu tem mais qualidade do que aquilo que chega a mercados "emergentes" como a América do Sul.

Quando só havia o CD eu tinha o hábito de só comprar Kodak por uma questão de simpatia pela marca. Com o passar do tempo, descobri que as mídias Kodak distribuídas no Brasil eram de qualidade inferior ao material fabricado na Irlanda e que a empresa distribuia nos EUA e na Europa. Os CDs que eu comprava eram produzidos por um forncedor mexicano de quinta categoria...

O mais completo programa para checar a informação conhecida como pre-groove – uma espécie de assinatura do fabricante – é o DVDInfoPro (www.dvdinfopro.com). Infelizmente, ele não é gratuito, mas qualquer pessoa pode testá-lo gratuitamente por 15 dias. Coisa facílima de usar! É só clicar que tudo aparece na tela.



Mas existem alternativas gratuitas. A melhor delas é o excelente DVD Identifier (dvd.identifier.cdfreaks.com), desenolvido pelo pessoal do CDFreaks (www.cdfreaks.com). É tão fácil de usar quanto o DVDInfoPro. Com um clique no botão "identify", o nome do fabricante surge em segundos. Os resultados aparecem como "Manufacturer name" e "Manucaturer ID". É com base neste resultado que vamos verificar a qualidade do disco.


Uma lista com os melhores fabricantes de DVDs é mantida pelo DigitalFAQ (www.digitalfaq.com). Os seguintes códigos (Manufacturer ID) identificam material como sendo de primeira linha:

Mitsubishi Chemicals ou Verbatim, fabricado em Taiwan, Cingapura ou Índia
MCC00RG20, MCC01RG20, MCC02RG20, MCC03RG20, MCC002, MCC003, MCC004, MCC00RW, MCC01RW, MCCA01, MKMA02, MKM001, MKM003

Taiyo Yuden (made in Japan)
TYG01, TYG02, TYG03, YUDEN000T02, YUDEN000T03

Hitachi Maxell (made in Japan)
MXLRG01, MXLRG02, MXLRG03, MXLRG04, MAXELL001, MAXELL002, MAXELL003

Sony (made in Japan, fabricados pela Daxon)
SONY04D1, SONY08D1, SONY16D1, SONYD21, SONYD11, SONYS11

TDK (made in Taiwan)
TDKG02, TTG01, TTG02, TTH01, TTH02, TDK501, TDK502, TDK001, TDK002, TDK003

O lado triste desta história é que você dificilmente encontrará discos deste tipo aqui no Brasil. Discos de melhor qualidade resistem mais ao tempo e geram gravações mais precisas. Opções de qualidade intermediária não são tão difíceis de achar. Exemplo disto são as mídias RITEKF1 (ex.: Memorex DVD-R 16x com face prateada e fundo roxo) e Philips (PHILIPSCD2, PHILIPS010, PHILIPS041, PHILIPSC08, PHILIPSC16, PHILIPSRW) fabricadas pela CMC Magnetics, de Taiwan.

No post anterior, vimos que é possível falsificar o ID de um CD ou DVD virgem. Portanto, antes de comprar grande quantidade, leve dois ou três para casa a título de teste. Mas não perca o tempo com marcas como Plasmon, Princo e Samsung.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Gravando um CD de boot para o Drive XML

Conforme antecipei no post anterior, o Drive XML é um excelente programa para fazer discos de restauração. Mas ele não gera um disco de inicialização – função que existe em programas pagos como o Acronis Image Server.

Mas dá para resolver a parada com recorrendo a outra solução muito bacana – o PE Builder, que gera um CD ou DVD "bootável" a partir dos arquivos de instalação do Windows XP (ainda não existe uma versão para o Vista).

Você vai precisar do CD de instalação do Windows XP (qualquer versão). O arquivo de instalação do PE Builder está disponível em www.nu2.nu/pebuilder. Daí em diante é só rodar a instalação.

O passo seguinte é botar a mão na massa. No site do Drive XML (www.runtime.org/peb.htm) há um tuotorial em vídeo (em inglês, claro). Boa sorte!

Identificando a qualidade de CDs e DVDs

Quando o assunto é mídia virgem, marca não é sinônimo de qualidade. Para aferir a qualidade de um CD ou DVD virgem, é preciso fazer um "raio-x" da peça.

Aprendi a fazer isso da pior forma possível. Há uns três anos, comprei um "pino" com 100 mídias do tipo DVD-R. Era o que a loja tinha de mais barato e eu estava louco para gravar um montão de filmes. Depos de "queimar" mais de 50 discos, notei que a reprodução era péssima. O vídeo travava e apresentava trechos "pixelados", ou seja, um montão de quadradinhos aparecendo o tempo inteiro.

Logo de cara, desconfiei da qualidade da mídia. Para checar a procedência do material, usei o programa DVD Info Pro (http://www.dvdinfopro.com), que resgata uma espécie de carimbo colocado pelo fabricante em qualquer CD ou DVD virgem. Esta informação é conhecida como pre-groove e serve para orientar o gravador de forma que todos os dados sejam escritos da forma mais precisa possível.

Para minha surpresa, os DVDs foram identificados como produtos Tayo Yuden (www.t-yuden.com), empresa pioneira na fabricação de discos óticos. CDs e DVDs virgens da Tayo Yuden são reconhecidamente de qualidade superior e custam muito mais caro do que mídias genéricas.

Resumo da ópera: algumas fábricas de Taiwan falsificam o pre-groove de fábricas famosas como a Tayo Yuden na tentativa de facilitar a aceitação de produtos de baixa qualidade no mercado internacional. É isso mesmo – pirataria de CD e DVD virgem.

Como evitar o problema

O primeiro passo é evitar CDs e DVDs virgens vendidos em sites de leilão como o Mercado Livre. Adoro sites deste tipo. Já comprei um montão de coisas no Mercado Livre, mas não compraria CDs e DVDs virgens. Evite também as lojas da Rua do Salete, em Salvador. Corra também das mídias da marca nacional Multilaser, que reconhecidamente importa DVDs virgens falsificados. No próximo post, você vai aprender a identificar o fabricante da mídia e quais são as fábricas que produzem material de melhor qualidade. Até lá!

Leia antes de comprar um notebook

Computadores portáteis são cheios de limitações. A pior delas é a limitação de upgrade. Você pode acrescentar mais memória RAM no seu note. Pode até substituir o HD por outro com mais espaço para armazenar arquivos. Mas não dá pra trocar processador e placa-mãe por modelos mais novos e mais rápidos.

Portanto, pense duas vezes antes de comprar notebooks dos mais baratos, com valor inferior a R$ 1.900. Comece observando o processador. Chips como o Pentium D, também conhecido como "dual core", ainda são relativamente potentes para os padrões atuais. No entanto, são processadores de uma família antiga, já ultrapassada pelo Core2Duo, ambos da Intel.

Lembre-se de que o Windows XP, que não pesa num note com processador Pentium D e pelo menos 1 Gb de memória RAM, será aposentado pela Microsoft em 2011. Na prática, se você escolher um portátil com processador Core2Duo, estará comprando uma máquina com sobrevida maior. Usar um sistema operacional aposentado significa estar sujeito a virus, invasões, etc.

Memória RAM – Nunca é demais. 2 Gb é o mínimo para rodar sucessor do XP, o Vista, que é muito mais seguro que a versão anterior do Windows. Se a grana anda curta, não se preocupe. Fazer upgrade de memória é moleza! Evite notes que trazem memórias com barramento do tipo 533 Mhz. Os pentes DDR2 667 são o padrão atual. Notes high-end já trazem memórias DDR2 800. Números mais altos significam mais velocidade para sua máquina.

Disco rígido (HD) – O Windows Vista tem um apetite imenso por espaço em disco. Descarte notes com HD de capacidade inferior a 120 Gb. Caso contrário, em pouco tempo você terá que comprar um HD externo para ter espaço extra para seus arquivos pessoais, fotos, músicas e vídeos. Discos rígidos com interface Sata (Serial ATA) são padrão, mas é preciso checar a velocidade do disco, indicada em RPM (rotações por minuto). Os HDs mais difundidos são de 5400 RPM, mas já existem notes com discos de 7200 RPM.

Gravador de DVD – Não é luxo, é necessidade. Alguns modelos mais simples fabricados pela Dell, por exemplo, trazem drives do tipo "combo", ou seja, um gravador de CD que lê DVD, mas não grava. Mas é importante verificar a velocidade do gravador de DVD. Ele precisar ser capaz de gravar mídias DVD-R ou DVD+R na velocidade 8x, no mínimo. Alguns notes da brasileira AmazonPC saem de fábrica com gravadores 2x, ou seja, você vai gastar quase uma hora para "queimar" um DVD.

Tamanho da tela Se você precisa de mobilidade, esqueça os notes com tela de 17 polegadas. Modelos deste tipo costumam pesar mais de três quilos. Acrescente a isso o peso de uma maleta ou mochila, mais acessórios como fonte de alimentação e outros penduricalhos. Você vai acabar sendo obrigado a carregar quase cinco quilos! Note com telas entre 14 e 15 polegadas pesam menos de três quilos. Mas se você quer um portátil para deixar em casa, uma tela mais ampla certamente trará maior conforto visual.

Nacional ou importado
Sim, existem fábricas de notebooks no Brasil. Por outro lado, algumas marcas vendem portáteis encomendados a fábricas de Taiwan. É o caso da CCE e da Intelbrás. Este modelo de negócio é conhecido como ODM (Original Design Manufacturer). Já fabricantes como AmazonPC e Login
importam componentes, mas o processo de montagem é feito no Brasil, com incentivos fiscais. Por outro lado, existem uma infinidade de lojas que fazem importação direta. É o caso da Netgate. Neste caso, o importador fica encarregado de fornecer a garantia. Resumo da ópera: dê preferência aos notes fabricados no Brasil, pois em caso de defeito, será muito mais fácil resolver o problema junto à assistência técnica.

domingo, 20 de julho de 2008

Um "Ghost" gratuito

Qualquer micreiro que se preza já perdeu horas incontáveis formatando o disco rígido para desfazer alguma experiência mal sucedida. Uma maneira segura e prática para se evitar perda de tempo é manter um conjunto de discos de restauração.

Programas como o Norton Ghost (Symantec) e o True Image (Acronis) criam uma espécie de fotografia do HD principal do computador, ou seja, a unidade de disco onde estão instalados o sistema operacional (Windows, Linux, etc) e seus programas preferidos. O resultado do processo é um arquivo chamado de "imagem".

Para reduzir o peso do arquivo final, as informações coletadas são compactadas num único arquivo que pode ser gravado em CDs ou DVDs. Também é possível armazenar uma imagem de disco em outra partição, pen drive, HD externo, etc.

Veja o que acontece na prática: a instalação do Windows XP mais o Microsoft Office, antivírus e mais meia dúzia de programas básicos consome cerca de 5 Gb do seu HD. O processo de compactação produziria uma imagem com a metade deste peso ou menos, a depender do nível de compatação.

Quanto mais apertado, maior será o tempo necessário para gravação do arquivo final. Imagens de disco altamente compactadas também consomem tempo extra na operação de restauração. Se o arquivo cabe num DVD-R ou DVD+R, por exemplo, não há necessidade de escolher a compactação máxima.

A maioria dos programas que trazem este tipo de função são pagos. Mas há uma solução gratuita e muito eficiente. O Drive XML (www.runtime.org/dixml.htm) não é tão sofisticado quanto o Norton Ghost e o True Image, mas é rápido e é capaz de quebrar um arquivo de imagem em diversos partes que podem ser gravadas em DVD ou CD.

Um dos pontos fracos do Drive XML é que ele não consegue fazer tudo sozinho. Tarefas como excluir uma partição antiga para criar uma nova já formatada depende do esforço do usuário. Fora isso, o programa é show de bola! E gratuito!

É possível criar um CD de boot para o Drive XML, mas isso é assunto para o próximpo post. Até lá!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

De volta!

Peços desculpas a todos aqueles que visitaram este blog nos últimos meses. Infelizmente, estava sem tempo para postar, mas decidi retormar a publicação de matérias de informática. Prometo novidades até o final da semana. Obrigado!

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Celeron-M 900 (Eee PC) versus VIA C7-M (Mobo)

Mobo, da Positivo, ou Eee PC, da Asus: qual dos dois é o mais rápido? Detalhe: o vídeo mostra dois aparelhos com configurações bastante parecidas, sendo que o preto é um Cloudbook CE26, fabricado pela Everex. Seu processador VIA C7-M é o mesmo chip utilizado pelo Mobo, da Positivo.